"Monk in Motian" traz um seleto grupo liderado pelo baterista Paul Motian, com Joe Lovano no saxofone tenor e Bill Frisell na guitarra, executando composições do pianista Thelonious Monk. O grupo ainda conta com a presença da pianista Geri Allen em "Ruby, My Dear" e "Off Minor" e do saxofonista tenor Dewey Redman em "Straight, No Chaser" e "Epistrophy". O álbum foi originalmente lançado em 1988 pelo selo alemão JMT, e em 2002 pelo Winter & Winter. Chama atenção pela originalidade de se tocar Monk com guitarra e sax e menor presença do piano.Faixas
1. Crepuscule with Nellie
2. Justice (Evidence)
3. Ruby, My Dear
4. Straight, No Chaser
5. Bye-Ya
6. Ugly Beauty
7. Trinkle, Trinkle
8. Epistrophy
9. Off Minor
10. Reflections
Pessoal
Paul Motian - drums
Bill Frisell - electric guitar
Joe Lovano - tenor saxophone
Geri Allen - piano (3,9)
Dewey Redman - tenor saxophone (4,8)
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O pianista americano Keith Jarrett construiu ao longo de sua carreira um invejável currículo. Na segunda metade dos anos 1960 ele fez parte do Jazz Messengers de Art Blakey e do quarteto de Charles Lloyd. De 1970 a 1971, excursionou com o grupo fusion de Miles Davis, dividindo os teclados com Chick Corea. Durante os anos 1970 manteve dois quartetos com os quais tocava estilos distintos - um "americano" com Charlie Haden (baixo), Paul Motian (bateria) e Dewey Redman (sax), e outro "europeu" com Jan Garbarek (sax), Palle Danielsson (baixo) e Jon Christensen (bateria). Em 1983 formou um dos grupos mais importantes e duradouros do jazz com o contrabaixista Gary Peacock e o baterista Jack DeJohnette. Gravou dezenas de discos como líder, sozinho ou acompanhando outros músicos, incluindo incursões pela música erudita. Adepto do piano acústico, que praticamente nunca abandonou, Jarrett possui um estilo muito particular de tocar e tem o costume de murmurar enquanto toca, marca presente nos seus discos. Em alguns de seus trabalhos ele ainda pode ser ouvido tocando saxofone ou percussão.
"The Rite of Strings" é um projeto acústico de cordas formado por três autoridades do fusion - o baixista Stanley Clarke, o guitarrista Al Di Meola e o violinista Jean-Luc Ponty. O projeto teve início em 1994, ano em que os três tocaram juntos em Montreux, Suiça. Tal apresentação foi registrada no DVD "Live at Montreux 1994". Em 1995 lançaram o álbum "The Rite of Strings", contendo composições próprias. Nem é preciso dizer o quanto esse disco é bom. Afinal, são três dos maiores virtuoses dos últimos tempos em seus respectivos instrumentos. Os três demonstram química tocando juntos e executam maravilhosos solos. Embora o trio ainda tenha se reunido em algumas ocasiões nos últimos anos, nenhum outro álbum foi lançado, infelizmente.
Continuando a fusão de sucesso entre jazz e bossa nova iniciada no álbum "Jazz Samba", em 1963 Stan Getz se juntou aos brasileiros Luiz Bonfá e Tom Jobim e outros músicos em Nova York para a gravação de "Jazz Samba Encore!". Entre as músicas do disco, a maior parte é de autoria de Bonfá, além de três composições de Tom e Vinicius de Moraes. Também participa do disco a cantora Maria Toledo, esposa de Bonfá na época e coautora de três das composições do violonista. Tão bom quanto o anterior, mas com ainda mais "brasilidade".
Em 1961, o violonista Charlie Byrd havia estado no Brasil e ao retornar para os Estados Unidos reuniu-se com o saxofonista Stan Getz em sua casa para ouvir discos de bossa nova. Eles tiveram então a idéia de gravar o consagrado álbum "Jazz Samba", que inclui obras de Tom Jobim e Newton Mendonça ("Desafinado", "Samba de Uma Nota Só"), Ary Barroso ("É Luxo Só", "Baia"), Baden Powell e Billy Blanco ("Samba Triste") e Jayme Silva e Neuza Teixeira ("O Pato"), além de uma composição de Byrd inspirada no ritmo brasileiro ("Samba Dees Days"). A partir de então Getz se tornou um dos músicos norte-americanos de jazz que mais se deixou influenciar pela bossa nova, vindo a gravar com músicos brasileiros como Luiz Bonfá, Laurindo Almeida e João Gilberto. Getz chegou a ganhar um Grammy de melhor performance de jazz em 1963 pela faixa "Desafinado". O sucesso do álbum, entretanto, gerou conflitos entre os músicos, levando Byrd a processar Getz e a gravadora, alegando que estava sendo injustamente mal remunerado por sua contribuição no disco. Afinal, ele havia sido o principal mentor da obra. Situações particulares à parte, esse é um ótimo disco, uma perfeita fusão entre o jazz e a música brasileira.
Minas Gerais constitui um verdadeiro baú onde se acham excelentes músicos. Outro dia desses assisti a uma apresentação do acordeonista Clóvis Balona acompanhado de seu grupo, que inclui o baixista Milton Ramos, na TV Assembléia de Minas Gerais. Por coincidência, no dia seguinte Balona apareceu tocando no programa "Noturno" da Rede Minas. No mesmo programa pude assistir ainda ao pianista Clóvis Aguiar. Eu procurei discos desses músicos e encontrei o ótimo "Projeto Brasil".
Em 2003 o Naked City se reuniu para alguns concertos na Europa. Este bootleg foi gravado durante apresentação no Teatro Carré em Amsterdã em 17 de junho, na qual a banda contou mais uma vez com Mike Patton nos vocais. Além das clássicas músicas do Naked City, como "Batman", "Latin Quarter", "Blood Is Thin", "Thrash Jazz Assassin", "N.Y. Flat Top" e outras, estão presentes covers de temas de filmes de Henry Mancini, Ennio Morricone, John Barry e Jerry Goldsmith, "Lonely Woman" de Ornette Coleman e "Tekufah" do projeto Masada de John Zorn. Tanto o show quanto a qualidade do áudio são excelentes.
O saxofonista Theodore Walter Rollins, ou simplesmente Sonny Rollins, possui uma das mais sólidas carreiras no jazz. Este álbum, "This Is What I Do", foi lançado quando Sonny tinha 70 anos de idade. Logicamente aqui ele não é o mesmo Sonny Rollins dos anos 1950 e 1960, mas demonstra toda sua vivacidade e maturidade numa excelente performance. A faixa "Salvador", que abre o disco, é uma composição de Rollins com influência da música latina. Três das faixas são versões para antigas canções, as baladas "Sweet Leilani", "A Nightingale Sang in Berkley Square" e "The Moon of Manakoora". Já "Did You See Harold Vick?" é um groove cheio de estilo. Rollins ainda homenageia o baixista Charle Mingus na bela "Charles M.".
O jovem gaúcho Yamandú Costa já é referência do violão no Brasil. Aos 21 anos de idade lançou seu début solo, "Yamandú", pelo selo Eldorado após ganhar o prêmio Visa de MPB. O disco traz composições próprias e releituras de obras de outros artistas, incluindo uma das melhores versões que já ouvi para "Brejeiro", de Ernesto Nazareth. Em algumas faixas, Yamandú toca sozinho seu violão de 7 cordas, ou vem acompanhado por um quarteto de violoncelo, violino, flauta e clarinete. Em outras há pandeiro, trompete, violão e cavaquinho, este executado por Luciana Rabello, irmã de Raphael Rabello. Também participam do disco o bandolinista Armandinho, que assina junto com Yamandú a faixa "Bahia X Grêmio", e o violonista Maurício Carrilho, entre outros.
Heitor Villa-Lobos (1887-1959) foi um dos mais importantes compositores brasileiros. Conseguia reunir música erudita com elementos próprios da sua terra, como o samba e o choro. Villa-Lobos tinha o violão como seu instrumento favorito e compôs várias peças para este. O Duo Assad é formado pelos irmãos violonistas Sérgio e Odair Assad, consagrados mundialmente pelo virtuosismo no violão. Tanto é que compositores como Astor Piazzolla e Radamés Gnattali compuseram peças para o duo. Neste álbum Sérgio e Odair interpretam as obras de Villa-Lobos para violão "5 Prelúdios", "12 Estudos", "Suíte Popular Brasileira" e "Choros n° 1". Essencial para quem gosta de violão, o "Obra Completa" traz uma bela e relaxante música, que agrada a qualquer pessoa.
O nome Dois de Ouro é referência à dupla de choro formada pelos irmãos Hamilton de Holanda (bandolinista) e Fernando César (violonista), que se apresentavam juntos já no início dos anos 1980. O primeiro disco intitulado "Destroçando a Macaxeira", entretanto, só veio em 1997. "A nova cara do velho Choro", eleito disco do ano de 1998 pelo Jornal Correio Braziliense, é o segundo álbum da dupla, que vem acompanhada de um time de competentes músicos. Além de duas composições de Hamilton, o disco traz releituras de clássicos da música brasileira, incluindo temas de Caetano Veloso, Jacob do Bandolim, Djavan, Waldir Azevedo, Ernesto Nazareth, Pixinguinha e outros. Exceção é o tema "Czardas" do italiano Vittorio Monti. Realmente uma obra-prima da cultura brasileira.
Nos anos 1960, Vince Guaraldi (1928-1976), o criador das clássicas trilhas sonoras para os Peanuts, e Bola Sete (1923-1987), violonista brasileiro que influenciou músicos como Santana, fizeram várias parcerias juntos, incluindo gravações e shows. "From All sides", lançado em 1964, registra um desses maravilhosos encontros da bossa nova com o jazz.
"Jungle Obsession" dos franceses Nino Nardini e Roger Roger foi um álbum lançado em 1971 sem distribuição para o grande público. Isso porque este álbum faz parte da chamada biblioteca musical, isto é, músicas gravadas e arquivadas, para serem posteriormente vendidas para uso em filmes e comerciais, entre outros. Só em 2000 ele foi lançado em CD, e eu ainda demorei oito anos para descobrir essa preciosidade da música instrumental. Batucadas afro, guitarra, vibrafone, órgão elétrico e etc criam um clima funk-groove-mellow-psicodélico que remete às trilhas sonoras de filmes dos anos 1970 e prende o ouvinte até o último compasso.











