Paul Motian - Monk in Motian (1988)

"Monk in Motian" traz um seleto grupo liderado pelo baterista Paul Motian, com Joe Lovano no saxofone tenor e Bill Frisell na guitarra, executando composições do pianista Thelonious Monk. O grupo ainda conta com a presença da pianista Geri Allen em "Ruby, My Dear" e "Off Minor" e do saxofonista tenor Dewey Redman em "Straight, No Chaser" e "Epistrophy". O álbum foi originalmente lançado em 1988 pelo selo alemão JMT, e em 2002 pelo Winter & Winter. Chama atenção pela originalidade de se tocar Monk com guitarra e sax e menor presença do piano.

Faixas
1. Crepuscule with Nellie
2. Justice (Evidence)
3. Ruby, My Dear
4. Straight, No Chaser
5. Bye-Ya
6. Ugly Beauty
7. Trinkle, Trinkle
8. Epistrophy
9. Off Minor
10. Reflections

Pessoal
Paul Motian - drums
Bill Frisell - electric guitar
Joe Lovano - tenor saxophone
Geri Allen - piano (3,9)
Dewey Redman - tenor saxophone (4,8)

Keith Jarrett - Belonging (1974)

O pianista americano Keith Jarrett construiu ao longo de sua carreira um invejável currículo. Na segunda metade dos anos 1960 ele fez parte do Jazz Messengers de Art Blakey e do quarteto de Charles Lloyd. De 1970 a 1971, excursionou com o grupo fusion de Miles Davis, dividindo os teclados com Chick Corea. Durante os anos 1970 manteve dois quartetos com os quais tocava estilos distintos - um "americano" com Charlie Haden (baixo), Paul Motian (bateria) e Dewey Redman (sax), e outro "europeu" com Jan Garbarek (sax), Palle Danielsson (baixo) e Jon Christensen (bateria). Em 1983 formou um dos grupos mais importantes e duradouros do jazz com o contrabaixista Gary Peacock e o baterista Jack DeJohnette. Gravou dezenas de discos como líder, sozinho ou acompanhando outros músicos, incluindo incursões pela música erudita. Adepto do piano acústico, que praticamente nunca abandonou, Jarrett possui um estilo muito particular de tocar e tem o costume de murmurar enquanto toca, marca presente nos seus discos. Em alguns de seus trabalhos ele ainda pode ser ouvido tocando saxofone ou percussão.

Apesar disso, Keith Jarrett não está entre os músicos de jazz mais comentados entre os amantes do gênero ou indicados para os ouvintes principiantes. Talvez porque ele não esteja tão na mídia americana quanto outros nomes. Mas certamente Jarrett é um músico excepcional que deve ser ouvido por qualquer um que gosta de jazz.

O excelente álbum "Belonging", gravado em 1974 pela ECM Records, é o primeiro trabalho de Jarrett com o quarteto europeu citado.

Faixas
1. Spiral Dance
2. Blossom
3. 'Long As You Know You're Living Yours
4. Belonging
5. The Windup
6. Solstice

Pessoal
Keith Jarrett - piano
Jan Garbarek - tenor and soprano saxophones
Palle Danielsson - bass
Jon Christensen - drums

Stanley Clarke, Al Di Meola, Jean-Luc Ponty - The Rite of Strings (1995)

"The Rite of Strings" é um projeto acústico de cordas formado por três autoridades do fusion - o baixista Stanley Clarke, o guitarrista Al Di Meola e o violinista Jean-Luc Ponty. O projeto teve início em 1994, ano em que os três tocaram juntos em Montreux, Suiça. Tal apresentação foi registrada no DVD "Live at Montreux 1994". Em 1995 lançaram o álbum "The Rite of Strings", contendo composições próprias. Nem é preciso dizer o quanto esse disco é bom. Afinal, são três dos maiores virtuoses dos últimos tempos em seus respectivos instrumentos. Os três demonstram química tocando juntos e executam maravilhosos solos. Embora o trio ainda tenha se reunido em algumas ocasiões nos últimos anos, nenhum outro álbum foi lançado, infelizmente.

Faixas
1. Indigo
2. Renassaince
3. Song to John (Dedicated to John Coltrane)
4. Chilean Pipe Song
5. Topanga
6. Morocco
7. Change of Life
8. La Canción de Sofia
9. Memory Canyon

Pessoal
Stanley Clarke - acoustic bass
Al Di Meola - acoustic guitar
Jean-Luc Ponty - acoustic violin

Stan Getz & Luiz Bonfá - Jazz Samba Encore! (1963)

Continuando a fusão de sucesso entre jazz e bossa nova iniciada no álbum "Jazz Samba", em 1963 Stan Getz se juntou aos brasileiros Luiz Bonfá e Tom Jobim e outros músicos em Nova York para a gravação de "Jazz Samba Encore!". Entre as músicas do disco, a maior parte é de autoria de Bonfá, além de três composições de Tom e Vinicius de Moraes. Também participa do disco a cantora Maria Toledo, esposa de Bonfá na época e coautora de três das composições do violonista. Tão bom quanto o anterior, mas com ainda mais "brasilidade".

Faixas
1 Sambalero
2 Só Danço Samba
3 Insensatez
4 O Morro Não Tem Vez
5 Samba De Duas Notas (Two Note Samba)
6 Menina Flor
7 Mania De Maria
8 Saudade Vem Correndo
9 Um Abraço No Getz (A Tribute To Getz)
10 Ebony Samba
11 Ebony Samba (First Version)

Pessoal
Antonio Carlos Jobim - guitar, piano
Luiz Bonfá - guitar
Stan Getz - tenor sax
Maria Toledo - vocals
Don Payne - bass
George Duvivier - bass
Tommy Williams - bass
Dave Bailey - drums
José Carlos - drums
Paulo Ferreira - drums

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Senha: fantojazz

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Stan Getz & Charlie Byrd - Jazz Samba (1962)

Em 1961, o violonista Charlie Byrd havia estado no Brasil e ao retornar para os Estados Unidos reuniu-se com o saxofonista Stan Getz em sua casa para ouvir discos de bossa nova. Eles tiveram então a idéia de gravar o consagrado álbum "Jazz Samba", que inclui obras de Tom Jobim e Newton Mendonça ("Desafinado", "Samba de Uma Nota Só"), Ary Barroso ("É Luxo Só", "Baia"), Baden Powell e Billy Blanco ("Samba Triste") e Jayme Silva e Neuza Teixeira ("O Pato"), além de uma composição de Byrd inspirada no ritmo brasileiro ("Samba Dees Days"). A partir de então Getz se tornou um dos músicos norte-americanos de jazz que mais se deixou influenciar pela bossa nova, vindo a gravar com músicos brasileiros como Luiz Bonfá, Laurindo Almeida e João Gilberto. Getz chegou a ganhar um Grammy de melhor performance de jazz em 1963 pela faixa "Desafinado". O sucesso do álbum, entretanto, gerou conflitos entre os músicos, levando Byrd a processar Getz e a gravadora, alegando que estava sendo injustamente mal remunerado por sua contribuição no disco. Afinal, ele havia sido o principal mentor da obra. Situações particulares à parte, esse é um ótimo disco, uma perfeita fusão entre o jazz e a música brasileira.

Faixas
1. Desafinado
2. Samba Dees Days
3. O Pato
4. Samba Triste
5. Samba De Uma Nota Só
6. É Luxo Só
7. Baia

Pessoal
Bill Reichenbach - drums
Buddy Deppenschmidt - drums
Charlie Byrd - guitar
Gene Byrd - guitar, bass
Keter Betts - bass
Stan Getz - tenor sax

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Senha: fantojazz

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Clóvis Aguiar, Milton Ramos, Célio Balona - Projeto Brasil: de Antonio a Zé Keti (2006)

Minas Gerais constitui um verdadeiro baú onde se acham excelentes músicos. Outro dia desses assisti a uma apresentação do acordeonista Clóvis Balona acompanhado de seu grupo, que inclui o baixista Milton Ramos, na TV Assembléia de Minas Gerais. Por coincidência, no dia seguinte Balona apareceu tocando no programa "Noturno" da Rede Minas. No mesmo programa pude assistir ainda ao pianista Clóvis Aguiar. Eu procurei discos desses músicos e encontrei o ótimo "Projeto Brasil".

A idéia do "Projeto Brasil: de Antonio a Zé Keti" é fazer releituras de obras de importantes compositores brasileiros, indo de Tom Jobim ao sambista Zé Keti, passando por nomes como Edú Lobo, Chico Buarque de Hollanda, Baden Powell, Vinicius de Moraes, Luiz Gonzaga, Ivan Lins, João Bosco, Lô Borges, Cartola, Villa-Lobos e outros. E competência para isso não falta a esses músicos mineiros de longa carreira. O trio ainda homenageia Tom Jobim e Astor Piazzolla num belo tango em "Insensatez" de Tom e Vinicius. O projeto possui também um DVD, gravado em 2007, no qual participam a Orquestra de Câmara Sesiminas, com regência do maestro Geraldo Vianna, e o Balé de Lelena Lucas.

Faixas
1. Insensatez
2. Beatriz
3. O trenzinho do caipira
4. Velas içadas
5. Assum preto
6. Valsinha
7. Consolação
8. Canção da manhã feliz
9. Bala com bala
10. Da cor do pecado
11. Wave
12. O trem azul
13. As rosas não falam
14. Máscara negra

Pessoal
Clóvis Aguiar - piano e teclados
Milton Ramos - baixo
Célio Balona - acordeão

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Naked City - Reunion Concert: Holland Festival (2003)


Em 2003 o Naked City se reuniu para alguns concertos na Europa. Este bootleg foi gravado durante apresentação no Teatro Carré em Amsterdã em 17 de junho, na qual a banda contou mais uma vez com Mike Patton nos vocais. Além das clássicas músicas do Naked City, como "Batman", "Latin Quarter", "Blood Is Thin", "Thrash Jazz Assassin", "N.Y. Flat Top" e outras, estão presentes covers de temas de filmes de Henry Mancini, Ennio Morricone, John Barry e Jerry Goldsmith, "Lonely Woman" de Ornette Coleman e "Tekufah" do projeto Masada de John Zorn. Tanto o show quanto a qualidade do áudio são excelentes.

Faixas
1. Batman
2. Latin Quarter
3. The James Bond Theme (John Barry)
4. You Will Be Shot
5. A Shot In The Dark (Henry Mancini)
6. Snagglepuss
7. Sunset Surfer
8. Blood Is Thin
9. Thrash Jazz Assassin
10. Ujaku
11. Blood Duster
12. N.Y. Flat Top
13. Demon Sanctuary
14. Numbskull
15. Hammerhead
16. Igneous Ejaculation
17. Perfume of a Critic's Burning Flesh
18. The Sicilian Clan (Ennio Morricone)
19. Saigon Pickup
20. Lonely Woman (Ornette Coleman)
21. Chinatown (Jerry Goldsmith)
22. The Man From U.N.C.L.E. (Jerry Goldsmith)
23. Tefukah
24. Osaka Bondage
25. Shangkuan Ling-Feng
26. Dead Spot
27. Blunt Instrument
28. Speedball
29. Piledriver
30. Slan/Gob of Spit
31. Bonehead
32. Inside Straight

Pessoal
Joey Baron - drums
Bill Frisell - guitar
Fred Frith - bass
Wayne Horvitz - keyboards
John Zorn - alto sax
Mike Patton - vocals

Parte 1, Parte 2

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Sonny Rollins - This Is What I Do (2000)

O saxofonista Theodore Walter Rollins, ou simplesmente Sonny Rollins, possui uma das mais sólidas carreiras no jazz. Este álbum, "This Is What I Do", foi lançado quando Sonny tinha 70 anos de idade. Logicamente aqui ele não é o mesmo Sonny Rollins dos anos 1950 e 1960, mas demonstra toda sua vivacidade e maturidade numa excelente performance. A faixa "Salvador", que abre o disco, é uma composição de Rollins com influência da música latina. Três das faixas são versões para antigas canções, as baladas "Sweet Leilani", "A Nightingale Sang in Berkley Square" e "The Moon of Manakoora". Já "Did You See Harold Vick?" é um groove cheio de estilo. Rollins ainda homenageia o baixista Charle Mingus na bela "Charles M.".

Faixas
1. Salvador
2. Sweet Leilani
3. Did You See Harold Vick?
4. A Nightingale Sang In Berkeley Square
5. Charles M.
6. The Moon Of Manakoora

Pessoal
Sonny Rollins - tenor saxophone
Clifton Anderson - trombone
Stephen Scott - piano
Bob Cranshaw - electric bass
Jack DeJohnette - drums
Perry Wilson - drums

Gilberto Gil - Quilombo (1984)

"Quilombo" não está entre os discos mais aclamados de Gilberto Gil, mas creio que este álbum tem uma importância ímpar para a cultura brasileira. As músicas foram compostas por Gil sob encomenda para a trilha sonora do filme homônimo de Cacá Diegues, e as letras foram escritas pelo poeta e letrista Waly Salomão, a convite de Gil. Como o Brasil costuma ficar para trás em quase tudo e não valorizar os seus artistas, na época o LP só foi lançado nos Estados Unidos e na França. Por aqui saiu apenas um compacto, pois a WEA não se interessou em lançar o LP alegando que havia muitas faixas instrumentais.

Além do excelente disco, fica a dica para o belo filme "Quilombo", que conta um pouco da história de luta pela liberdade dos negros no Brasil, ao narrar a trajetória do Quilombo de Palmares.

Faixas
1. Quilombo, o Eldorado Negro
2. Ganga Zumba (O Poder da Buginganga)
3. Chegada em Palmares
4. Despedida de Giangia
5. Alujá do Rei Xangô
6. Zumbi (A Felicidade Guerreira)
7. Dandara, A Flor do Gravatá
8. Festa do Cometa
9. Saída Para a Guerra
10. Tambores Esquentam/Namba Dança

Pessoal
Gilberto Gil - voz, violão e guitarra
Rubens Sabino - baixo
Wilson Meirelles - bateria
Repolho - percussão
Celso Fonseca - guitarra
Gerson Santos - teclados e vocais
Beto Saroldi - sopros
Jorjão Barreto - teclado e vocais
Nara Gil e Neila Carneiro - vocais

Yamandú Costa - Yamandú (2001)

O jovem gaúcho Yamandú Costa já é referência do violão no Brasil. Aos 21 anos de idade lançou seu début solo, "Yamandú", pelo selo Eldorado após ganhar o prêmio Visa de MPB. O disco traz composições próprias e releituras de obras de outros artistas, incluindo uma das melhores versões que já ouvi para "Brejeiro", de Ernesto Nazareth. Em algumas faixas, Yamandú toca sozinho seu violão de 7 cordas, ou vem acompanhado por um quarteto de violoncelo, violino, flauta e clarinete. Em outras há pandeiro, trompete, violão e cavaquinho, este executado por Luciana Rabello, irmã de Raphael Rabello. Também participam do disco o bandolinista Armandinho, que assina junto com Yamandú a faixa "Bahia X Grêmio", e o violonista Maurício Carrilho, entre outros.

Faixas:
1. Brejeiro
2. Mariana
3. Gauchinho
4. Chamamé
5. Tristeza do Jeca
6. Chorando por amizade
7. Flamengo
8. Bahia X Grêmio
9. Machucando
10. Cristal
11. Meu avô
12. Gauderismo: fantasia sobre temas gaúchos
13. Habanera

Músicos:
Yamandú Costa - violão 7 cordas
Cristiano Alves - clarinete
Hugo Pilger - violoncelo
Ricardo Amado - violino
Toninho Carrasqueira - flauta
Celsinho Silva - pandeiro
Luciana Rabello - cavaquinho
Maurício Carrilho - violão
Nailor Proveta - clarinete
Rogério Caetano - violão 7 cordas
Beto Cazes - pandeiro
Oscar Bolão - caixa
Silvério Pontes - trompete
Armandinho Macedo - bandolim
Zé da Velha - trombone
Zé Paulo Becker - violão

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Senha: fantojazz

Duo Assad - Heitor Villa-Lobos: Obra Completa Para Violão Solo (1978)

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) foi um dos mais importantes compositores brasileiros. Conseguia reunir música erudita com elementos próprios da sua terra, como o samba e o choro. Villa-Lobos tinha o violão como seu instrumento favorito e compôs várias peças para este. O Duo Assad é formado pelos irmãos violonistas Sérgio e Odair Assad, consagrados mundialmente pelo virtuosismo no violão. Tanto é que compositores como Astor Piazzolla e Radamés Gnattali compuseram peças para o duo. Neste álbum Sérgio e Odair interpretam as obras de Villa-Lobos para violão "5 Prelúdios", "12 Estudos", "Suíte Popular Brasileira" e "Choros n° 1". Essencial para quem gosta de violão, o "Obra Completa" traz uma bela e relaxante música, que agrada a qualquer pessoa.

Faixas:
1. Prelúdio nº 1
2. Prelúdio nº 2
3. Prelúdio nº 3
4. Prelúdio nº 4
5. Prelúdio nº 5
6. Suíte Popular Brasileira: Mazurka-choro
7. Suíte Popular Brasileira: Schottish-choro
8. Suíte Popular Brasileira: Valsa-choro
9. Suíte Popular Brasileira: Gavota-choro
10. Suíte Popular Brasileira: Chorinho
11. Estudo nº 12
12. Estudo nº 7
13. Estudo nº 6
14. Estudo nº 10
15. Estudo nº 1
16. Estudo nº 4
17. Estudo nº 3
18. Estudo nº 8
19. Estudo nº 2
20. Estudo nº 5
21. Estudo nº 9
22. Estudo nº 11
23. Choros nº 1

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Senha: fantojazz

Dois de Ouro - A nova cara do velho Choro (1998)

O nome Dois de Ouro é referência à dupla de choro formada pelos irmãos Hamilton de Holanda (bandolinista) e Fernando César (violonista), que se apresentavam juntos já no início dos anos 1980. O primeiro disco intitulado "Destroçando a Macaxeira", entretanto, só veio em 1997. "A nova cara do velho Choro", eleito disco do ano de 1998 pelo Jornal Correio Braziliense, é o segundo álbum da dupla, que vem acompanhada de um time de competentes músicos. Além de duas composições de Hamilton, o disco traz releituras de clássicos da música brasileira, incluindo temas de Caetano Veloso, Jacob do Bandolim, Djavan, Waldir Azevedo, Ernesto Nazareth, Pixinguinha e outros. Exceção é o tema "Czardas" do italiano Vittorio Monti. Realmente uma obra-prima da cultura brasileira.

Faixas:
1. Lamentos
2. Delicado
3. Aquarela na Quixaba
4. Sampa
5. Doce de Côco
6. Flor de Lis
7. Noites Cariocas
8. Czardas
9. Pedacinhos do Céu
10. Tico-tico no Fubá
11. Inesquecível
12. Apanhei-te, cavaquinho
13. Os 8 Batutas
14. Um a zero/Brasileirinho

Músicos:
Hamilton de Holanda – bandolim, violão tenor, violão, cavaquinho, pandeiro
Fernando César – violão de sete cordas
Rogério Caetano – cavaquinho
José Américo – violão
André Vasconcellos – contrabaixo
Leander Motta – bateria, percussão
Sandro Araújo – percussão
Participações:
Paulo André – violão
Ricardo Boy – piano elétrico
Valerinho - pandeiro

Vince Guaraldi & Bola Sete - From All Sides (1964)

Nos anos 1960, Vince Guaraldi (1928-1976), o criador das clássicas trilhas sonoras para os Peanuts, e Bola Sete (1923-1987), violonista brasileiro que influenciou músicos como Santana, fizeram várias parcerias juntos, incluindo gravações e shows. "From All sides", lançado em 1964, registra um desses maravilhosos encontros da bossa nova com o jazz.

Fãs de Guaraldi vão se familiarizar com "Ballad of Pancho Villa", que lembra as clássicas composições do pianista, e "Menino Pequeno da Bateria", uma versão de "My Little Drum". Outras ótimas faixas são "Ginza Samba" de Guaraldi e "Mambeando" de Sete. Cinco das faixas foram gravadas numa sessão com Fred Marshall (baixo) e Jerry Granelli (bateria), enquanto outras foram gravadas com Monty Budwig (baixo) e Nick Martinez (bateria). Os pontos fracos do disco são mais uma versão de "Garota de Ipanema", de Tom Jobim, mas, sobretudo, o curto tempo de duração, que deixa um "gosto de quero mais" no ouvinte.

Faixas
1. Choro
2. Menino Pequeno da Bateria
3. Ginza Samba
4. The Girl from Ipanema
5. A Taste of Honey
6. Ballad of Pancho Villa
7. Little Fishes
8. Mambeando

Pessoal
Vince Guaraldi - piano
Bola Sete - guitar
Fred Marshall - bass
Jerry Granelli - drums
Monty Budwig - bass
Nick Martinez - drums

Nino Nardini & Roger Roger - Jungle Obsession (1971)

"Jungle Obsession" dos franceses Nino Nardini e Roger Roger foi um álbum lançado em 1971 sem distribuição para o grande público. Isso porque este álbum faz parte da chamada biblioteca musical, isto é, músicas gravadas e arquivadas, para serem posteriormente vendidas para uso em filmes e comerciais, entre outros. Só em 2000 ele foi lançado em CD, e eu ainda demorei oito anos para descobrir essa preciosidade da música instrumental. Batucadas afro, guitarra, vibrafone, órgão elétrico e etc criam um clima funk-groove-mellow-psicodélico que remete às trilhas sonoras de filmes dos anos 1970 e prende o ouvinte até o último compasso.
Muito boa audição.

1. Jungle Obsession
2. Murmuring Leaves
3. Mowgli
4. Bagheera
5. Creeping Danger
6. Malaysia
7. Jungle Spell
8. The White Snake
9. Shere Khan
10. Tropical Call
11. Bali Girl
12. Jungle Mistery

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Senha: fantojazz

Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Toquinho e Miúcha - Musicalmente (1979)


Show histórico, reunindo Vinícius de Moraes, Toquinho, Tom Jobim e Miúcha.

Aqui, você presencia um momento histórico da música brasileira. No final dos anos 70, Vinícius de Moraes, Toquinho, Tom Jobim e Miúcha rumaram para a Itália, para participar de um programa de TV chamado Musicalmente Vinícius. Em um ambiente descontraído e intimista, o quarteto conversa e canta canções que marcaram época. Grandes clássicos da bossa nova são apresentados como "Águas de Março", "Samba do Avião", "Wave", e a imortal "Garota de Ipanema". Toquinho e Vinícius também mostram seus hits como "Tarde em Itapoã" e "A Gente vai Levando". Não perca este momento inédito e exclusivo destes verdadeiros gênios da MPB.

Músicos que participaram do Show: Antonio Carlos Jobim (piano, vocal), Vinicius de Moraes (vocal), Miucha(vocal), Toquinho(violao), Azeitona (baixo), Roberto Sion (sax), Mutinho (bateria) e Georgiana de Moraes (percursão).

01.Samba de Orly
02.Caymmi
03.Tarde em Itapoa
04.Desafinado
05.Wave
06.Samba de uma Nota So
07.Aguas de Marco
08.Samba do Aviao
09.O Que Sera
10.Poeta, Meu Poeta
11.A Gente Vai Levando
12.Felicidade
13.Agua de Beber
14.Garota de Ipanema
15.Sei La
16.Berimbau
17.Canto de Ossanha

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Vídeo: "Garota de Ipanema" (DVD Musicalmente)



Uma colaboração do blog JAZZ E ROCK