Charlie Haden, Jan Garbarek & Egberto Gismonti


O multi-instrumentista brasileiro Egberto Gismonti, o baixista americano Charlie Haden e o saxofonista norueguês Jan Garbarek se reuniram em junho de 1979, época em que os três estavam na ECM Records, para a gravação do álbum "Magico" (1980). O trio fez shows pela Europa, e em novembro daquele mesmo ano gravaram "Folk Songs" (1981). A reunião ao vivo aconteceu de novo com o lançamento deste álbum.

Nem é preciso dizer que "Magico" e "Folk Songs" são excelentes. As músicas são bastante relaxantes e muito bem executadas. Ao todo são cinco composições de Gismonti, duas de Haden e duas de Garbarek, além de "Bailarina" de Geraldo Carneiro e Piry Reis e o tema tradicional "Folk Song".

Magico (1980)
ECM 1151


Faixas
1. Bailarina
2. Magico
3. Silence
4. Spor
5. Palhaço

Folk Songs (1981)
ECM 1170


Faixas
1. Folk Song
2. Bodas de Prata
3. Cego Aderaldo
4. Veien
5. Equilibrista
6. For Turiya

Charlie Haden - bass
Jan Garbarek - saxophones
Egberto Gismonti - guitars, piano

Eric Dolphy - Last Date (1964)

O saxofonista, flautista e clarinetista Eric Dolphy (1928-1964) teve uma carreira breve, mas bastante intensa. Dolphy gravou com músicos de primeira, incluindo Ornette Coleman, Charles Mingus e John Coltrane, entre outros, e seu nome está associado à história do free jazz. No ano de 1964 ele excursionou com Mingus na Europa, onde tocou e gravou com diversos músicos. "Last Date" traz o registro de um dos últimos momentos de Dolphy- um show realizado em 2 de junho de 1964 na Holanda, no qual ele é acompanhado por músicos europeus. Excelente show e qualidade de gravação.

Faixas
1. Epistrophy
2. South Street Exit
3. The Madrig Speaks, The Panther Walks
4. Hypochristmutreefuzz
5. You Don't Know What Love Is
6. Miss Ann

Pessoal
Eric Dolphy - alto saxophone, flute, bass clarinet
Misja Mengelberg - piano
Jacques Shols - bass
Han Bennink - drums

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Senha: fantojazz

Buck Jam Tonic (Tatsuya Nakamura, Bill Laswell, John Zorn) (2003)


Em dezembro de 2002, John Zorn e Bill Laswell, colaboradores no grupo Painkiller, se reuniram com o baterista Tatsuya Nakamura em Tóquio para uma sessão de improvisos. O resultado foi "Buck Jam Tonic", um álbum de fusion. Parte do material foi mixada em Tóquio (Disc one: Tokyo mixed) e parte em Nova York (Disc two: NY mixed), e uma versão foi lançada em vinil contendo apenas o material mixado em Tóquio, a qual estou postando aqui. Particularmente, creio que este disco vai agradar mesmo a quem não gosta de Painkiller ou Naked City.

Faixas
1. Old Dragon
2. Lobo
3. Matagi
4. Toccata for Coyote
5. Nu

Pessoal
John Zorn - alto and soprano sax
Bill Laswell - bass
Tatsuya Nakamura - drums

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Senha: fantojazz

The Ornette Coleman Double Quartet - Free Jazz (A Collective Improvisation) (1961)

Depois de muito falar de free jazz e avant-garde e citar Ornette Coleman aqui no blog, não poderia deixar de comentar o álbum "Free Jazz". Se você adora jazz ou quer apenas conhecer os clássicos do gênero, não deixe de ouvir esse álbum. Tão essencial quanto "Kind of Blue" de Miles Davis, "Giant Steps" de John Coltrane ou "Time Out" de Dave Brubeck, "Free Jazz" ficou na história por influenciar muita gente, embora muitos prefiram outros trabalhos de Coleman.

Por que Double Quartet? Bom, em primeiro lugar são oito músicos. Entretanto, eles foram divididos em dois quartetos e em cada canal (direito e esquerdo) se ouve um deles. Por que "A Collective Improvisation"? Porque os oito improvisam ao mesmo tempo. Mas onde está a base? Na cabeça de cada músico. Na verdade há uma perceptível estrutura fundamental que cada um segue. E há várias melodias interagindo e alguns trechos curtos onde eles realmente tocam a mesma coisa. Afinal, há ordem no caos.

"Free Jazz" foi gravado em dezembro de 1960, e a faixa título, única no vinil, foi gravada sem interrupções, e registrada sem alterações. Nessa versão há uma faixa bônus, "First Take", uma primeira versão de "Free Jazz".

Faixas:
1. Free Jazz
2. First Take*

Pessoal:

Left channel
Ornette Coleman - alto saxophone
Don Cherry - pocket trumpet
Scott LaFaro - bass
Billy Higgins - drums

Right channel
Freddie Hubbard - trumpet
Eric Dolphy - bass clarinet
Charlie Haden - bass
Ed Blackwell - drums

Big Satan (Tim Berne, Tom Rainey, Marc Ducret) - Souls Saved Hear (2004)


O Big Satan reúne os norte-americanos Tim Berne (sax alto) e Tom Rainey (bateria) e o francês Marc Ducret (guitarra). O trio lançou apenas dois discos de estúdio em sete anos - "I Think They Liked It, Honey" em 1997 e "Souls Saved Hear" em 2004 - além de "Livein Cognito" (2007). Todos altamente recomendados para os amantes do jazz livre.
Em "Souls Saved Hear" nada soa repetitivo, e o álbum como um todo é carregado de improvisos e variações - Rainey reinventa a batida a cada compasso, enquanto Berne e Ducret criam sonoridades e texturas alucinantes. Vale destacar a excelente produção de David Torn, que também assina com Berne a faixa "Plantain Surgery".

Faixas
1 Ce sont les noms des mots (Ducret)
2 Hostility suite (Rainey)
3 Geez (Berne)(For Craig)
4 Rampe (Ducret)
5 Emportez-moi (Ducret)
6 Deadpan (Berne)(For Mat Maneri)
7 Mr. subliminal (Berne)
8 Property shark (public Domain)
9 Plantain surgery (D. Torn, Berne)

Pessoal
Tim Berne - alto saxophone
Tom Rainey - drums
Marc Ducret - guitar

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Senha: fantojazz

David Torn, Mick Karn, Terry Bozzio - Polytown (1994)

"Polytown" é o encontro entre o guitarrista David Torn, o baixista Mick Karn e o baterista Terry Bozzio. Torn é compositor e produtor e faz trilhas sonoras para filmes. Ele já colaborou com músicos como Jeff Beck, David Bowie, Tim Berne, Don Cherry e outros. Karn é mais conhecido entre os baixistas por seus trabalhos solos e, entre outros estilos, ele tem tocado jazz. Bozzio é atualmente um dos maiores monstros da bateria. Ele se tornou famoso tocando e gravando com Frank Zappa. Bozzio tem levado seu instrumento ao extremo, sempre experimentando novas sonoridades, e tocando com uma verdadeira parafernália.
Gravado em 1993, "Polytown" traz os músicos em perfeita harmonia, tocando rock instrumental da melhor qualidade, em meio a efeitos de som ambiente criados por Torn.

Faixas:
1. Honey Sweating
2. Palms for Lester
3. Open Letter to the Heart of Diaphora
4. Bandaged by Dreams
5. Warrior Horsemen of the Spirit Thundering Over Hills of Doubt to a place of Hope
6. Snail Hair Dune
7. This is the Abduction Scene
8. Red Sleep
9. Res Majuko
10. City of the Dead

Pessoal:
David Torn - guitars, loops, processing, hammond B-# harmonica, fake koto, tiny piano and voice
Mick Karn - fretless bass, bass clarinet, dida and greek voice
Terry Bozzio - drums, percussion, bodhran, dumbek, throaty french horn imitation and 12 notes on the piano

Parte 1, Parte 2

Senha: fantojazz

Sítio na web: David Torn, Mick Karn, Terry Bozzio

Björk Guðmundsdóttir & Tríó Guðmundar Ingólfssonar - Gling-Gló (1990)


Antes de seu "debut" solo em 1993, a cantora Björk gravou o álbum "Gling-Gló" (1990) com o Guðmundur Ingólfsson’s Trio, sem grande repercussão na época. O estilo mais experimental, apoiado em elementos eletrônicos, ao qual os fãs de Björk estão acostumados, não está presente neste disco. Em "Gling-Gló" o repertório é jazz, com apenas voz e um trio acústico de piano, baixo e bateria. A música traz temas islandeses e freqüentemente remete a elementos do bop, do cool e do folk. Não é preciso dizer que a voz de Björk é extremamente distinta das cantoras típicas de jazz, mas isso só torna a música de "Gling-Gló" mais original.
O resultado geral é no mínimo agradável, curioso e divertido.

Faixas
1. Gling-gló
2. Luktar Gvendur
3. Kata rokkar
4. Pabbi minn
5. Brestir og brak
6. Ástartöfrar
7. Bella símamær
8. Litli tónlistarmadurinn
9. Thad sést ekki sætari mey
10. Bílavísur
11. Tondeleyo
12. Ég veit ei hvad skal segja
13. Í dansi med thér
14. Börnin vid tjörnina
15. Ruby baby
16. I can't help loving that man

Pessoal
Björk Guðmundsdóttir - vocals
Gudmunður Ingólfsson - piano
Gudmunður Steingrímsson - drums
þórdur Högnason - bass

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Senha: fantojazz

Sítio na web: Gling-Gló

John Abercrombie Trio - While We're Young (1992)


"While We're Young" é o primeiro trabalho do trio formado pelo guitarrista John Abercrombie, o organista Dan Wall e o baterista Adam Nussbaum. O álbum todo é uma rica viagem musical, com maravilhosos solos dos músicos em seus respectivos instrumentos. Bastante relaxante em alguns momentos, como em "Dear Rain" e "Dolorosa", e intensamente executado em outros, como em "Stormz", "Mirrors" e "Carol's Carol". Uma bela obra do jazz moderno.

Faixas
1. Rain Forest
2. Stormz
3. Dear Rain
4. Mirrors
5. Carol's Carol
6. Scomotion
7. A Matter of Time
8. Dolorosa

Pessoal
John Abercrombie - guitar
Dan Wall - organ
Adam Nussbaum - drums

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"Bo Diddy", Jazzfestival Viersen, 2004

Marcus Miller - The Ozell Tapes: The Official Bootleg (2002)


Marcus Miller como baixista dispensa comentários. Já tocou com grandes músicos entre eles: Miles Davis (1980-1990), David Sanborn (saxofonista americano) (1975-2000) e Bee Gees (1987), Frank Sinatra, Mariah Carey e até Djavan. Miller foi treinado classicalmente como um clarinetista, e toca também o clarineto baixo, teclado, saxofone, e guitarra, e é um cantor competente. Miller abriu caminhos no desenvolvimento de uma técnica chamada de "slapping". Sua habilidade no baixo "fretless" (sem trastes) levou o instrumento para contextos musicais previamente inexplorados com qualquer tipo de baixo elétrico, alem do mais Marcus Miller nunca escondeu sua admiração e sua influência do baixista Jaco Pastorius. Cedo na sua carreira, Miller era acusado de imitar demais o estílo do Pastorius, inegavelmente uma influência que era, e ainda é, enorme.

"The Ozell Tapes" é um bootleg oficial, gravado ao vivo. Foi gravado direto da mesa de som, sem nenhum contato com estudio e esse é o resultado. Miller apresenta clássicos como, "Power", "Cousin John", "Panther", "3 Deuces" e um Medley de 20 minutos com musicas escritas por Miller em homenagem a Miles Davis e também presta uma homenagem a John Coltrane com a canção, "Lonnie's Lament", "Killing Me Softly", e uma versão de "I Loves You Porgy".

Acompanhado por uma banda formada por, Poogie Bell (bateria), Dean Brown (guitarra), Roger Byam (sax tenor e alto, flauta), Bruce Flowers (teclados), Lalah Hathaway (vocal -part.especial), Patches Stewart (trompete) e Leroy Taylor (teclados). Marcus Miller na minha opinião é um baixista completo, seu som tem pegada, swing , funk de primeira qualidade, um jazz fusion que consegue agradar até quem não é chegado muito estilo. Vale a pena conferir.

CD 1

1.Intro (By Big Doug Empting)
2.Power
3.So What
4.Lonnie's Lament
5.Cousin John
6.Scoop
7.I Loves You Porgy
8.Panther

CD2:

1.3 Deuces
2.Your Amazing Grace
3.Nikki's Groove
4.When Your Life Was Low
5.Burning Down The House
6.People Make The World Go Round
7.Killing Me Softly
8.Miles-Marcus Medley

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Uma colaboração do blog Jazz e Rock

Harry Miller - Children at Play (1974)


"Children at Play" é bem diferente de outros trabalhos que o baixista Harry Miller fez com o Isipingo ou outros grupos. É um álbum mais experimental, com muita improvisação e um toque de música clássica. Miller toca todos os instrumentos - na verdade, além do contrabaixo, ele toca apenas um pouco de flauta e percussão. Aliás, aqui o contrabaixo é explorado de forma inusitada, com Miller fazendo um duo constante, e freqüentemente tocando com o arco. Em "Children at play (phase III)" se pode mesmo ouvir três contrabaixos. Um disco altamente recomendado para baixistas e, claro, para qualquer amante da boa música.

Faixas
1. H&H
2. Children at play (phase I & II)
3. Homeboy
4. Foregone conclusion
5. Children at play (phase III)

Harry Miller - double bass, flute, percussion, effects

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Senha: fantojazz

Novo Filmworks de John Zorn em breve


Fã de cinema e de compositores de trilhas sonoras como Ennio Morricone, desde 1986 John Zorn tem escrito músicas para documentários, filmes independentes, desenhos animados e comerciais. Esse trabalho tem sido constantemente lançado pelo selo Tzadik como uma série de álbuns intitulada "Filmworks". Até agora o número de álbuns já soma 22. Só no ano passado foram quatro. No início desse ano vai ser lançado o novo trabalho "Filmworks XXIII: el General", reunindo 11 faixas escritas para um documentário sobre a vida do polêmico ditador mexicano Plutarco Elias Calles.

Segundo informações no sítio da Tzadik, a música de "El General" inclui elementos da tradição hispano-mexicana, ao som de violão, marimba, acordeão e baixo. Para quem não conhece vale a pena conferir os álbuns da série. A música de "Filmworks" é bastante variada, inclui participações de músicos diversos, como Cyro Baptista, Anthony Coleman, Marc Ribot, David Shea, Naná Vasconcelos, Joey Baron, Erik Friedlander, Ikue Mori e muitos outros, e tem sido uma ótima oportunidade para Zorn experimentar novos sons.

Sítio na web: Tzadik, John Zorn MySpace

Naked City - Jazz Fest Wien (1991)


Entre 1988 e 1993 o saxofonista e compositor John Zorn liderou o grupo avant-garde Naked City. A proposta de Zorn era explorar a composição e a improvisação com uma formação de rock agregando elementos de jazz, surf music, metal, hardcore, grindcore e música clássica, entre outros estilos. Nessa mesma época, mais exatamente em 1991, Zorn produziu o primeiro disco do Mr. Bungle. Fico imaginando que ao se conhecerem a conexão musical entre eles foi imediata. Inspirados em músicos como Frank Zappa, e provavelmente o próprio John Zorn, os membros do Mr. Bungle experimentavam estilos distintos e demonstravam talento musical. Desde então, alguns deles tornaram-se colaboradores de Zorn, principalmente o baixista Trevor Dunn e o vocalista Mike Patton (ambos agora no Fantômas). Eles têm aparecido freqüentemente em álbuns dos diferentes projetos do saxofonista.

Naked City em 1992Em 1991, Mike Patton foi convidado por Zorn para fazer shows com o Naked City substituindo Yamatsuka Eye nos vocais. Um desses encontros aconteceu no Jazz Fest Wien, Áustria, em 6 de julho de 1991. Creio que o bootleg aqui disponibilizado está incompleto, mas vale pela raridade. Abaixo também há um vídeo incluindo três músicas executadas no festival.


Faixas
1. Poisonhead
2. No Reason to Believe
3. Blood Is Thin
4. Kaoru
5. Bone Orchard
6. Thrash Jazz Assassin
7. Slan
8. N.Y. Flat Top Box
9. Sack of Shit
10. Leng Tch'e
11. Speedfreaks
12. Hellraiser
13. Dead Spot
14. Shangkuan Ling-Feng

Pessoal
John Zorn - alto sax
Bill Frisell - guitar
Wayne Horwitz - keyboards
Fred Frith - bass
Joey Baron - drums
Mike Patton - vocals

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Senha: fantojazz

John Coltrane & Don Cherry - The Avant-Garde (1966)

Inspirado no estilo de Ornette Coleman, em 1960 John Coltrane reuniu-se com o grupo de Coleman para gravar "The Avant-Garde", só lançado em 1966 pela Atlantic Records. O álbum inclui três composições de Coleman, além de "Cherryco" de Don Cherry e "Bemsha Swing" de Thelonious Monk. Este disco é importante porque marca o início de Coltrane no jazz de vanguarda, estilo que se tornou mais freqüente em seus trabalhos pelo selo Impulse!.

Faixas
1. Cherryco
2. Focus on Sanity
3. The Blessing
4. The Invisible
5. Bemsha Swing

Pessoal
John Coltrane - soprano and tenor sax
Don Cherry - trumpet
Charlie Haden - bass (1,3)
Percy Heath - bass (2,4,5)
Ed Blackwell - drums

Nico Assumpção (1981)

O baixista brasileiro Nico Assumpção (1954-2001) tocou ao lado de músicos como Don Salvador, Charlie Rouse, Wayne Shorter, Milton Nascimento, Caetano Veloso, João Bosco, Maria Bethânia, Toninho Horta e outros. Este disco independente de 1981 marca o retorno de Nico ao Brasil após morar nos Estados Unidos na década de 1970. A gravação não é excelente, mas o disco em si vale a pena - jazz em ritmo brasileiro com maravilhosos solos de baixo.

Faixas
1. Manguaça
2. Viking
3. Searching
4. Zona Oeste
5. Vento Sul
6. Baião novo
7. Abraço no Néco
8. Stuff
9. Constelação
10. Cristal

Pessoal
Nico Assumpção - acoustic and electric bass
Duda Neves - drums
Alvaro Gonçalves - guitar
Bruno Cardoso - keyboards
Guilherme Vergueiro - piano
José Pires "Netão" - guitar
Léa Freire - flute
Rubinho Ribeiro - voice
Zezinho Athanazio - voice
Walmir Gil - trumpet
David Sacks - trombone
Cacá Malaquias - alto sax
Nelson ayres - piano

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Senha: fantojazz

"Constelação", Praia do Gonzaga, 1982

Harry Miller Quintet - Down South (1983)


O baixista sul-africano Harry Miller (1941-1983) construiu sua carreira em Londres durante a década de 1970, ficando conhecido por seu trabalho com o sexteto intitulado Harry Miller’s Isipingo. Adepto do free jazz, o estilo de Miller tocar me lembra baixistas como Charles Mingus e Dave Holland. A primeira vez que ouvi seu trabalho fiquei impressionado com seu estilo moderno e talentoso. "Down South", gravado na Holanda no ano de sua morte, é um álbum cheio de energia, com um grupo de virtuoses músicos improvisando em seus instrumentos.

Faixas
1. Down South
2. Ikaya
3. Deep down feeling
4. Schooldays
5. Opportunities
6. Flame tree
7. Mofolo

Pessoal
Harry Miller - bass
Marc Charig - cornet, alphorn
Wolter Wierbos - trombone
Sean Bergin - tenor, alto and soprano sax
Han Bennink - drums

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Senha: fantojazz

Miles Davis - Walkin': A Jazz Hour with the Miles Davis Quintet (1960)

Após o sucesso do álbum "Kind of Blue", que trazia um seleto grupo, Miles teve dificuldades para definir um saxofonista para seus shows. Entre os músicos que tocaram com Miles naquela época estava o saxofonista Sonny Stitt. Stitt não chegou a gravar com Miles, apenas participando brevemente do grupo em apresentações ao vivo em 1960. Essa participação pode ser conferida no álbum "Walkin': A Jazz Hour with the Miles Davis Quintet". Infelizmente neste cd não há informações sobre a locação do show ou mesmo se as músicas foram executadas numa única apresentação.

Faixas
1. Walkin'
2. Autumn Leaves
3. So What
4. 'Round Midnight
5. All of You

Pessoal
Miles Davis - trumpet
Sonny Stitt - alto and tenor sax
Wynton Kelly - piano
Paul Chambers - bass
Jimmy Cobb - drums

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Senha: fantojazz

Henry Mancini - The Pink Panther (1964)

O compositor, condutor e arranjador Enrico Nicola Mancini (1924-1994) tornou-se conhecido por suas diversas composições para a televisão e o cinema. Mancini gravou quase 100 álbuns de big band e música clássica. "The Pink Panther" traz Mancini e sua orquestra executando 12 faixas escritas pelo compositor, incluindo a faixa título para o filme homônimo.

Faixas
1. The Pink Panther Theme
2. It Had Better Be Tonight (Instrumental)
3. Royal Blue
4. Champagne and Quail
5. The Village Inn
6. The Tiber Twist
7. It Had Better Be Tonight (Vocal)
8. Cortina
9. The Lonely Princess
10. Something For Sellers
11. Piano and Strings
12. Shades of Sennett

Nosso Trio - Vento Bravo (2005)

"Vento Bravo" é o primeiro trabalho do grupo Nosso Trio, projeto que reúne os músicos Nelson Faria, Ney Conceição e Kiko Freitas. O trio, que acompanha o cantor e compositor João Bosco, começou a se apresentar aproveitando intervalos entre shows do cantor. Em 2006 lançaram um DVD, gravado no teatro Maria Clara Machado, Rio de Janeiro. "Vento Bravo" inclui composições próprias e clássicos da música brasileira como "O Barquinho" e a faixa título.

Faixas
1. O Barquinho
2. Partindo pro alto
3. Baião por acaso
4. Balada p'a Nadia
5. Vento bravo
6. Resposta
7. Fala Negão
8. Lagoa Santa

Pessoal
Nelson Faria - guitarra
Ney Conceição - baixo
Kiko Freitas - bateria

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Senha: fantojazz

Nico Assumpção, Lincoln Cheib, Nelson Faria - Três / Three (2000)

Pouco antes de falecer em janeiro de 2001, o baixista Nico Assumpção juntou-se ao guitarrista Nelson Faria e ao baterista Lincoln Cheib para gravar o álbum independente "Três". Além de composições de Assumpção, Cheib e Faria há as releituras instrumentais de "Eu Sei Que Vou Te Amar" de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, e de "Vera Cruz" de Márcio Borges e Milton Nascimento. Um grande disco do jazz brasileiro.

Faixas
1. Eu sei que vou te amar
2. Paca tatu, cotia não
3. Ce sa ce sons pas savas
4. Cor de Rosa
5. Los Turcos
6. Sacopã
7. Juliana
8. Vera Cruz

Pessoal
Nico Assumpção - baixo
Lincoln Cheib - bateria
Nelson Faria - guitarra

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Senha: fantojazz

John Coltrane - Coltrane's Sound (1964)

Em 1960 John Coltrane formou seu clássico quarteto com o pianista McCoy Tyner, o baixista Steve Davis e o baterista Elvin Jones. Naquele ano o quarteto gravou algumas sessões na Atlantic Records, dando origem a três álbuns - "My Favorite Things" (1961), "Coltrane Plays The Blues" (1962) e "Coltrane's Sound" (1964). O último deles talvez seja o menos lembrado, mas é também um excelente álbum. Todas as faixas são muito bem executadas, nas quais Coltrane aplicou uma variedade ritmica surpreendente. Neste álbum ouvimos o sax soprano de Coltrane na balada "Central Park West" e em "26-2". "Satellite" traz um trio de sax tenor, baixo e bateria, com Coltrane bastante livre para o improviso. O blues está presente em "Equinox", uma longa faixa carregada do sentimento que só aquele estilo pode oferecer. Se você gostou de "My Favorite Things" e "Coltrane Plays The Blues" não pode deixar de ouvir este álbum.

Faixas
1. The Night Has A Thousand Eyes
2. Central Park West
3. Liberia
4. Body And Soul
5. Equinox
6. Satellite
7. 26-2
8. Body And Soul (Alternate Take)

Pessoal
John Coltrane - soprano and tenor sax
McCoy Tyner - piano
Steve Davis - bass
Elvin Jones - drums

Ed Motta [Áudio DVD] (2004)


Ed Motta é um grande nome da música brasileira. Isso é indiscutível. Em 2004 ele lançou um DVD ao vivo gravado no DirecTV Music Hall, com grandes hits da sua carreira, "Fora da Lei", "Manoel", "Tem Espaço na Van", "Vamos Dançar", "Entre e Ouça", "Colombina", e composições sofisticadas, com estrutura jazzística, como"Drive Me Crazy" e "Falso Milagre do Amor". Um dos momentos especiais é a participação de Tania Maria - na música "Funky tamborim" - conceituada cantora brasileira de acento soul e jazz, atualmente radicada nos Estados Unidos, mas que desde o início dos anos 70 se divide entre temporadas em Paris e Nova York.

O show divulga o disco “Poptical”, (album lançado em 2003) nos extras do DVD, temos um documentário sobre as gravações desse trabalho. Muito bem produzida e interessante, essa sessão mostra um pouco do funcionamento de um estúdio, de como um álbum é gravado e algumas curiosidades sobre as músicas, contadas pelo próprio Ed Motta. No site da Gravadora Trama é possível conferir alguns extras e curiosidades sobre o DVD.

Estou postando o áudio do DVD, o show é excelente, se você tiver a oportunidade de adquirir o DVD não perca tempo e nem pense 2 vezes.

01.Intro(Dwitza overture)
02.Minha casa, minha cama, minha mesa
03.Tem espaço na van
04.Fora da lei
05.Dez mais um amor
06.A flor do querer
07.Vendaval
08.Entre e ouça
09.Coincidência
10.My rules
11.Baixo
12.Drive me crazy
13.Falso milagre do amor
14.Outono no rio
15.Solução
16.Manoel
17.Vamos dançar
18.Colombina
19.Que bom voltar
20.Funky tamborim

Parte 1
Parte 2

Ed Motta - "Fora da Lei" (DVD)


Site Oficial: Ed Motta

Uma colaboração do blog JAZZ E ROCK

Trevor Dunn's Trio Convulsant

Trevor Dunn começou a estudar clarinete aos 9 anos e 4 anos mais tarde passou a tocar baixo elétrico. Trevor é mais conhecido por seus trabalhos com o Mr. Bungle, banda que ajudou a fundar, e com o Fantômas (banda do seu amigo de escola Mike Patton), além das incontáveis colaborações em trabalhos do saxofonista John Zorn, tornando-se quase um "membro oficial" dos projetos de Zorn. Ao longo dos anos, ele tem trabalhado com músicos diversos, a maioria desconhecida do grande público, incluindo Shelley Burgon, Andrew D'Angelo, Tin Hat Trio, Secret Chiefs 3, Melvins, Rob Price, Yuka Honda, Erik Friedlander, John Schott, Ben Goldberg e muitos outros. Em 2008 lançou o álbum "Four Films", no qual toca a maioria dos instrumentos. Com o "Trevor Dunn's Trio Convulsant", um trio de guitarra, baixo e bateria, gravou dois álbuns. "Debudantes & Centipedes" (1998) e "Sister Phantom Owl Fish" (2004) trazem formações distintas, mas possuem sonoridade semelhante, algo como um jazz avant-rock.

Debudantes & Centipedes
Buzz, 1998


This is the original configuration of Dunn's trio-convulsant (hyphen and lower case essential). A band that recorded one record and played one show. Trevor puts his 13 years experience as a "sideman" to use; having learned so many times over how NOT to lead a band, he came up with a self-produced, nine song, 55-minute CD of original compositions inspired, in part, by the writings of the founder of Surrealism, Andre Breton, the films of Spanish director Luis Buñuel, the groove of jazz pianist Ahmad Jamal and the abrasiveness of the Melvins. Released on Buzz records (a division of Challenge) based in Amsterdam.

Trevor Dunn - bass
Adam Levy - guitar
Kenny Wollesen - drums

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Sister Phantom Owl Fish
Ipecac, 2004


The second trio-convulsant release, long over-due (six years since their debut!). This new CD features an all new line-up, more power chords, more variations on form and a more mature sense of orchestration and counterpoint. Written and recorded in Brooklyn, it's also slightly darker and more abrasive in spite of the fact that it features a quartet arrangement of a Duke Ellington ballad.

Trevor Dunn - bass
Mary Halvorson - guitar
Ches Smith - drums
Special guest: Shelley Burgon - harp

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Senha para os álbuns: fantojazz

Sítio na web: Trevor Dunn

Charlie Haden & Egberto Gismonti - In Montreal (2001)


Em 1989 o músico brasileiro Egberto Gismonti se reuniu com o contrabaixista Charlie Haden num duo acústico no Festival Internacional de Jazz de Montreal, no Canadá. Só 12 anos mais tarde essa excelente apresentação seria disponibilizada pela ECM em cd. A parceria entre os músicos já havia rendido os álbuns "Mágico" (1980) e "Folk Songs" (1981), ambos com Jan Garbarek completando o trio. Neste show, que inclui apenas composições de ambos os músicos, Gismonti varia entre o piano e o violão, enquanto Charlie Haden faz o acompanhamento no baixo acústico, além de maravilhosos solos.

Faixas:
1. Salvador
2. Maracatú
3. First Song
4. Palhaço
5. Silence
6. Em Família
7. Lôro
8. Frevo
9. Don Quixote

The Modern Jazz Quartet - Blues On Bach (1973)


Este disco do MJQ é um trabalho bastante interessante. Aqui o grupo intercala composições inspiradas em peças de Johann Sebastian Bach com blues/bop. O pianista John Lewis, que neste álbum varia entre o cravo e o piano, escreveu a maioria das composições, demonstrando sua competência para ambos a música erudita ocidental e o jazz. Este é um trabalho mais técnico, deixando um pouco de lado a improvisação. Curtir esse álbum requer uma certa dose de gosto para a música erudita, mas também é uma ótima oportunidade para quem ainda não dedicou tempo a escutar esse tipo de música, ainda mais sendo executada pelo MJQ.

Faixas:
1. Regret?
2. Blues in B Flat
3. Rise up in the Morning
4. Blues in A Minor
5. Precious Joy
6. Blues in C Minor
7. Don't Stop This Train
8. Blues in H (B)
9. Tears From the Children

Pessoal:
Milt Jackson - vibraphone
John Lewis - harpsichord, piano
Percy Heath - bass
Connie Kay - drums

John Pizzarelli - P.S. Mr. Cole (1998)


Esse álbum mostra que John Pizzarelli é mesmo fã do grande Nat King Cole. No album "P.S. Mr.Cole" - na minha opnião é o cd mais espetacular do Pizzarelli - ele regrava grandes clássicos da carreira do Nat King Cole.

Tem do swing ao romantismo. Claro que é um álbum voltado para o jazz mais swingado, mais solado (até por que ao meu ver é a especialidade do Pizzarelli). Eu não vou conseguir falar de todas as músicas, vou falar das principais, o album começa com: "Walkin' My Baby Back Home" - otima musica - em seguinda vem "Candy" - música que também foi gravada no cd "My Blue Heaven" , uma música relativamente calma. Depois a sequência de músicas é simplesmente fantastica: "Welcome to the Club" , "Indiana" - essas musicas assim como outras que vou citar é a "cara" do Pizzarelli, aquele jazz agitado, com muito solo - alem dessas duas tem mais musicas nesse estilo: "I'm an Errand Boy for Rhythm", "I Know That You Know". Mais não é só de músicas assim que é feito o álbum, "Smile" é um exemplo, nossa é uma música linda, inclusive a letra (tradução) - que fala sobre: Sorrir mesmo tudo não vá bem. Sorrir mesmo que seu coração doa. Outra música que segue o mesmo estilo é "I Love You for Sentimental Reasons".

Bom "P.S. Mr.Cole" é por esses poucos motivos que citei acima que na minha opnião é o álbum mais completo do Pizzarelli.

Track List

01. Walkin' My Baby Back Home
02. Candy Listen Listen
03. Welcome To The Club
04. Indiana
05. I Love You For Sentimental Reasons
06. Don't Let it Go To Your Head
07. Meet Me At No Special Place
08. The Late Late Show
09. Smile
10. Tenderly Listen Listen
11. I Was A Little Too Lonely
12. I'm An Errand Boy For Rhythm
13. Then I'll Be Tired Of You
14. That's Nat
15. Azure-Te
16. I Know That You Know
17. Embraceable You
18. I Like Jersey Best

Site Oficial: John Pizzarelli

Uma colaboração do blog Jazz e Rock

Miles Davis - 1956 Prestige Recordings


O histórico primeiro grande quinteto de Miles Davis, com John Coltrane, Red Garland, Paul Chambers e Philly Joe Jones, durou do final de 1955 a meados de 1957, e deixou um material memorável gravado. Em 1956 o quinteto fez algumas sessões na Prestige Records, as quais deram origem a quatro LPs divinamente executados. "Relaxin", "Cookin", "Workin" e "Steamin with the Miles Davis Quintet" tornaram o grupo famoso e estão entre os álbuns essenciais para os fãs de Miles e do jazz em geral.

Cookin' with the Miles Davis Quintet

1. My Funny Valentine
2. Blues By Five
3. Airegin
4. Tune Up/When Lights Are Low

Relaxin' with the Miles Davis Quintet

1. If I Were A Bell
2. You're My Everything
3. I Could Write A Book
4. Oleo
5. It Could Happen To You
6. Woody'N You

Workin' with the Miles Davis Quintet

1. It Never Entered My Mind
2. Four
3. In Your Own Sweet Way
4. The Theme (Take 1)
5. Trane's Blues
6. Ahmad's Blues
7. Half Nelson
8. The Theme (Take 2)

Steamin' with the Miles Davis Quintet

1. Surrey with the Fringe on Top
2. Salt Peanuts
3. Something I Dreamed Last Night
4. Diane
5. Well, You Needn't
6. When I Fall in Love

Pessoal:
Miles Davis - trumpet
John Coltrane - tenor sax
Paul Chambers - bass
Red Garland - piano
Philly Joe Jones - drums

Dave Brubeck Quartet with Bill Smith - Near-Myth (1961)


William O. Smith fez parte do octeto de Dave Brubeck na década de 1940, e de 1959 a 1961 gravou três álbuns com o Dave Brubeck Quartet, substituindo o saxofonista alto Paul Desmond. "Near-Myth" é o último destes e traz dez faixas compostas por Bill. É um disco maravilhoso, assim como a maneira de Bill tocar o clarinete, instrumento pouco usual nos grupos de jazz.

Faixas:
1. The Unihorn
2. Bach An'all
3. Siren Song
4. Pan's Pipes
5. By Jupiter
6. Baggin' the Dragon
7. Apollo's Axe
8. The Sailor And the Mermaid
9. Nep-Tune
10. Pan Dance

Pessoal:
Dave Brubeck - piano
Bill Smith - clarinet
Eugene Wright - bass
Joe Morello - drums

Marc Ribot - Asmodeus: Book of Angels Volume 7 (2007)

O "Book of Angels", ou "Masada Book Two", é um conjunto de mais de 300 peças escritas pelo compositor John Zorn para o projeto Masada. O volume 7, "Asmodeus", é interpretado pelo trio composto por Marc Ribot na guitarra, Trevor Dunn (Fantomas, Moonchild) no baixo e G. Calvin Weston (Ornette Coleman, James Blood Ulmer) na bateria. Este volume é na essência um disco de rock, tocado de forma enérgica. Como consta na resenha da Tzadik, Ribot realmente faz lembrar nomes como Hendrix, John McLaughlin e outros monstros do gênero. Sem mencionar as contribuições especiais de Dunn e Weston, que dão peso ao som e criam uma envolvente atmosfera.

Faixas:
1. Kalmiya
2. Yezriel
3. Kezef
4. Mufgar
5. Armaros
6. Cabriel
7. Zakun
8. Raziel
9. Dagiel
10. Sensenya

Pessoal:
John Zorn - composer, conductor
Trevor Dunn - bass
Marc Ribot - guitar
G. Calvin Weston - drums

Ouvir

Senha: fantojazz

John Zorn - Spy vs. Spy: The Music of Ornette Coleman (1989)

Na década de 1960 Ornette Coleman gravou seu consagrado álbum "Free Jazz", tornando-se um ícone do estilo livre, e inspirando músicos como John Coltrane.
"Spy vs. Spy", gravado em 1988 e lançado em 1989, traz alguns dos maiores nomes atuais da música de vanguarda em tributo a Coleman, numa formação um tanto inusitada - John Zorn e Tim Berne (sax alto), Mark Dresser (baixo) e Michael Vatcher e Joey Baron (bateria). O álbum, entretanto, é creditado a Zorn, que também o produziu.
"Spy vs. Spy" divide opiniões, mesmo entre os fãs de Zorn acostumados às suas viagens hardcore. Para quem não tem ouvidos acostumados ao estilo livre, ou ao hardcore, este álbum não é recomendado. Mas é uma ótima pedida para quem gosta de solos rápidos e, em especial, para fãs de Painkiller e Naked City. Enfim, ouça e tire suas próprias conclusões a respeito.

Faixas
1. WRU
2. Chronology
3. Word For Bird
4. Good Old Days
5. The Disguise
6. Enfant
7. Rejoicing
8. Blues Connotation
9. C&D
10. Chippie
11. Peace Warriors
12. Ecars
13. Feet Music
14. Broadway Blues
15. Space Church
16. Zig Zag
17. Mob Job

Pessoal
John Zorn - alto sax
Tim Berne - alto sax
Mark Dresser - bass
Joey Baron - drums
Michael Vatcher - drums

Ouvir

Senha: fantojazz

David Holland Quartet - Conference of the Birds (1972)


Na década de 1970 o jazz expandiu as fronteiras como nunca e o free jazz estava em alta. Gravado em 1972, "Conference of the Birds", extréia do baixista compositor Dave Holland no comando de um grupo, está carregado de experimentalismo e inspiração. Esta, segundo Dave, veio de um grupo de aves que se reuniam na frente de seu apartamento em Londres todas as manhãs. De fato, Dave e o baterista Barry Altschul dão o suporte para que os saxofonistas/ flautistas Sam Rivers e Anthony Braxton possam soar livres como aves. Sem dúvida, um dos melhores trabalhos de Dave Holland.

Faixas:
1. Four Winds
2. Q & A
3. Conference of the Birds
4. Interception
5. Now Here (Nowhere)
6. See-saw

Pessoal:
David Holland - bass
Sam Rivers - reeds, flute
Anthony Braxton - reeds, flute
Barry Altschul - percussion, marimba